Organizar a gestão financeira em pet shop nem sempre é uma tarefa fácil. Você precisa cuidar dos estoques de produtos, insumos, gerenciar os serviços, funcionários e as vezes seu controle financeiro fica para trás. Por isso, hoje vamos te dar duas dicas que irão ajudar na organização inicial do seu financeiro.

Você deve se questionar, o que é preciso saber e fazer para ter uma gestão financeira em Pet shop eficiente, prática e de resultados? Será que sua pet shop tem mesmo uma gestão financeira?

Uma pequena empresa que presta serviços e vende produtos, caso de milhares pet shops, precisa de uma gestão prática e eficiente para ajudar o empreendedor no seu dia a dia.

Considerando que a grande parte dos empreendedores deste segmento não é um especialista na área financeira, o controle deve ser simples e objetivo.

Para isso é preciso saber o que fazer e como fazer para obter os resultados esperado da gestão financeira em pet shop: controlar entradas e saídas do caixa, saber os saldos inicial e final do caixa, saber as receitas, custos variados e fixos, saber se teve lucro ou não, separar o dinheiro da pessoa física da pessoa jurídica, entre outros.

Estes resultados são os principais e ajudaria muito a tomada de decisão do empreendedor no seu dia a dia.

Mas, como fazer para ter esta gestão financeira em pet shop prática, objetiva e de resultados?

É preciso ter duas “ferramentas” (relatórios) essenciais de controle financeiro:

O começo da gestão financeira em pet shop

1) Fluxo de caixa

O fluxo de caixa é uma ferramenta gerencial extremamente importante na organização financeira de qualquer empresa, pois permite ter o controle do dinheiro e ajuda na tomada de decisão dos empreendedores.

É o registro do saldo inicial do período, de todas as entradas, de todas as saídas e do saldo final do período (tem dinheiro ou não e quanto seria).

Além disso, faz projeções do saldo inicial, entradas, saídas e saldo final.

Para que serve o fluxo de caixa?

Além de registrar tudo o que entrou e saiu (passado), projeta os lançamentos futuros com objetivo de prever, antever o fluxo de dinheiro na empresa, mostrando se a empresa terá ou não dinheiro nos períodos futuros (saldo final).

Com estas informações, o empresário poderá tomar decisões com antecedência ao problema de falta de caixa para melhorar o desempenho financeiro da empresa.

Caso a empresa tenha um saldo positivo, poderá aplicar para reforçar o capital de giro, poderá fazer pagamentos à vista com descontos beneficiando o resultado, entre outras ações.

O saldo final de um período é o saldo inicial do período seguinte. O período de controle do fluxo de caixa pode ser diário, semanal ou quinzenal.

Qual período de controle é o mais indicado?

Depende da natureza do negócio: empresas que tem várias transações diariamente, caso das pet shops, é necessário fazer um fluxo de caixa diário.

Agora, empresas que não tem várias transações diariamente, podem se organizar fazendo o fluxo de caixa semanal ou quinzenal.

2) DRE (Demonstrativo de Resultado de Exercício)

O DRE é um relatório onde mostrará o resultado operacional da empresa. Este relatório registra todas as receitas da empresa, suas deduções (impostos, comissões), a receita líquida, o custo da mercadoria vendida, produtos e serviços, resultando na margem de contribuição.

Desta margem de contribuição tem que se deduzirem as despesas fixas, podendo estas, estarem discriminadas em: despesas administrativas, despesas de pessoal, despesas de vendas e despesas financeiras.

O resultado da margem de contribuição menos as despesas fixas é o resultado operacional (lucro se for positivo ou prejuízo se for negativo).

Todos os registros do DRE seguem o critério de competência, isto é, o que aconteceu no período (no mês) deve ser registrado no relatório mensal. Por exemplo, todas as vendas do mês devem estar registrados no DRE, independente de ter recebido ou não.

O DRE é um raio “X” da empresa, uma fotografia do período: mês. No caso de vários meses tem-se a fotografia de um período maior (trimestre, semestre, ano).

Quanto mais períodos a empresa tiver registrado, mais consistente será a avaliação e análise, pois caso tenha só um período, não mostrará tendências (fluxo) de crescimento ou queda dos principais componentes do DRE.

Por exemplo, se a empresa registrar uma receita de R$ 60.000,00 em um mês e não tiver outros meses para comparar, não saberemos se as receitas diminuíram, se cresceram ou se mantiveram. Caso a empresa tenha o registro de vários meses e esta receita de R$ 60.000,00 foi maior do que a receita dos meses anteriores podemos concluir que as receitas estão crescendo.

Além disso, o DRE é um relatório que ajuda a estabelecer as estratégias e o posicionamento da empresa.

Caso a empresa tenha interesse em investir em um novo maquinário para aumentar a produtividade, ou em uma filial para conquistar novos mercados, o DRE disponibiliza informações importantes de lucratividade e capacidade de pagamento de prestações do investimento (no caso de financiamento de terceiros) para ajudar no crescimento da empresa com mais segurança.

O DRE também é uma ferramenta de controle dos custos e despesas da empresa e serve de parâmetro para definir volume de venda, margem de contribuição e preços das mercadorias ou dos serviços da empresa.

Portanto, com o fluxo de caixa e o com DRE, o empresário terá uma gestão financeira básica eficiente, prática e de resultados importantes para organizar a empresa, sendo mais competitiva e ajudando no seu desenvolvimento. Está lançado o desafio!

Como melhorar o relacionamento com seu cliente pet? Confira como as datas comemorativas podem te ajudar com isso!

Paulo Gerhardt
Empresário, Coach, Escritor e Palestrante.
Proprietário da empresa Solbiz Resultados Superiores